De Beyoncé a Rihanna, a escadaria de Nova York provou que o cabelo deixou de ser protagonista e virou suporte para escultura.
Na última segunda-feira de Maio, 04 de maio, aconteceu a edição de 2026 do Met Gala. Com o tema “Costume Art”, os acessórios de cabelo ganharam destaque no tapete vermelho.

Sabrina Carpenter com Handband
Diadema cravejado com pedras grandes na testa, pingentes geométricos pendurados sobre as sobrancelhas, em base prateada. Estética bizantino-art déco. Conversa direto com peças de cabeça do Egito antigo, do Cairo dos anos 20 e do glam hollywoodiano de 1930.

Lisa do Blackpink com véu
O véu como ornamento (não como símbolo religioso ou matrimonial) é a tradução do “mistério editorial” que a era das transparências forçadas (see-through dresses dos últimos 3 anos) deixou de oferecer. Quando tudo é mostrado, esconder volta a ser sexy.

Doechii com turbante
O turbante carrega herança forte de moda africana, indiana, oriente médio. A volta dele no Met conversa com a abertura do museu pra acervo não-ocidental nos últimos anos. É também ferramenta prática: quem está com cabelo em transição, quimioterapia, ou simplesmente sem tempo de fazer cabelo, ganha um aliado editorial.

Escultura no cabelo de Rihanna
Rihanna, que sempre foi referência de ousadia no Met, leva o conceito do tema (“Costume Art”) ao limite. Aqui não há separação entre cabelo e ornamento: tudo é uma peça única, esculpida sobre a cabeça. É moda como arte performática, no sentido mais literal.

Beyoncé coroada como anfitriã
Beyoncé não vai a Met Gala desde 2016, quando volta, escolhe a coroa solar. Em 10 anos fora do tapete vermelho do Met, ela construiu Renaissance e Cowboy Carter, dois trabalhos que se posicionam como afirmação do feminino divino, da herança histórica, da realeza. A coroa solar é a tradução visual dessa década inteira de discurso.
O Met Gala 2026 confirmou uma virada que vinha sendo desenhada desde 2024: a beleza voltou a ser arquitetura. Depois de 4 anos do “Clean Girl” pedindo cabelo lavado e descomplicado, a escadaria de Nova York mostrou que o desejo de ornamento, presença e construção também divide esse espaço.





Deixe um comentário