O Poder do PDV: por que o varejo físico se tornou o novo “Santo Graal” das marcas de beleza?

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O Poder do PDV: por que o varejo físico se tornou o novo “Santo Graal” das marcas de beleza?

O mercado de beleza vive um fenômeno de “volta às origens”. Após anos de hegemonia do D2C (direto ao consumidor via e-commerce) e o boom das marcas impulsionadas por algoritmos, o setor volta seu olhar estrategicamente para as prateleiras físicas.

O movimento ficou nítido durante o Sephoria, evento proprietário da Sephora que reuniu gigantes e marcas em ascensão, provando que o contato tátil é, hoje, o maior validador de uma marca de cosméticos.

A experiência como diferencial competitivo

Nomes que dominam as redes sociais, como Vic Beauté e Aura Beauty, além de potências globais como a coreana Skin1004 e a autoridade em capilares Mise en Scène, têm algo em comum: a compreensão de que a loja física não é apenas um ponto de venda, mas um ponto de experiência.

No Sephoria, ficou claro que o consumidor moderno busca o “test-drive”. Ver a textura de um sérum coreano ou entender o subtom de um batom através da tela de um smartphone ainda não substitui a experiência sensorial do PDV. A loja física humaniza a marca e oferece a gratificação instantânea que o digital ainda tenta simular.

A visão estratégica de Vic Ceridono

Em conversa exclusiva com a Autonomí, Vic Ceridono, fundadora da Vic Beauté, detalhou como a entrada no varejo físico é um pilar de crescimento e escala. A marca, que já nasceu com uma comunidade digital extremamente engajada, vê na parceria com a Sephora a chave para o próximo nível.

“Esse momento entrando na Sephora é um momento importante. Começamos em julho, mas já estamos anunciando no Sephoria, pois vai nos ajudar a escalar, estar em mais lugares, mais lojas”, afirma Vic.

Para a empresária e jornalista, a presença física é o que permitirá à marca romper a bolha digital e alcançar todos os cantos do país: “Para os próximos anos, espero continuar construindo a marca, chegando em mais lugares do Brasil. Temos muitos produtos legais para lançar”, complementa.

O futuro é híbrido

O sucesso de marcas como Skin1004 e Mise en Scène no varejo físico brasileiro também sinaliza uma mudança no comportamento de consumo: a busca por curadoria. Estar em uma loja física ao lado de grandes nomes mundiais confere um selo de prestígio e qualidade que o tráfego pago não consegue comprar sozinho.

Ou seja, diferente do que foi dito por muito tempo, a loja física não está morrendo, ela está se transformando no principal canal de fidelização. Em um mundo cada vez mais virtual, o luxo de tocar, sentir e experimentar tornou-se o novo essencial, e lojas de referência, como a Sephora, tendem a expandir ainda mais e atrair cada vez mais público.